Os dados são da Secretaria de Segurança Pública do Rio Grande do Sul (SSP/RS) que mostram que, até o dia 05 de novembro, foram registrados 42.842 casos de violência contra as mulheres, entre feminicídios tentados e consumados, ameaças, estupros e lesão corporal. Os números destacam a importância dos 16 dias de Ativismo Pelo Fim da Violência Contra as Mulheres, uma campanha da Organização das Nações Unidas (ONU) que ocorre anualmente, no mundo inteiro. Em Novo Hamburgo, a programação iniciou na quarta-feira (25) e vai até o dia 9 de dezembro, levando palestras com promotoras e advogadas, oficinas sobre a Lei Maria da Penha, rodas de conversas e debates sobre relacionamentos abusivos.
Os encontros na cidade situada no Vale do Sinos ocorrem em diferentes bairros. Na quinta-feira (27), por exemplo, às 08:30 será feita uma oficina sobre a Lei Maria da Penha, com a psicóloga Cristiane Serpa, na rua Tamoio, nº 52, bairro Diehl. Ainda esta semana, na sexta-feira (28), advogadas e coordenadoras do Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas) falam sobre relacionamentos abusivos, no IFSUL de Novo Hamburgo, às 10h e às 15:45. Continuando a programação na semana que vem nos bairros, Canudos, Santo Afonso, Lomba Grande, Roselândia e Centro.
De acordo com a Prefeitura de Novo Hamburgo, a campanha busca dar visibilidade à realidade de mulheres e meninas que enfrentam violência diariamente. Em 2025, já foram registrados 69 feminicídios no RS, número menor do que nos últimos anos. De acordo com um mapa gerado pela Polícia Civil do RS, em 2020 foram 80; 2021, 97; 2022, 111; 2023, 85; e 2024, 72 mortes de mulheres de forma violenta.
A campanha inicia, tradicionalmente, no dia 25 de novembro, Dia Internacional pela Eliminação da Violência contra as Mulheres, e vai até 10 de dezembro, Dia Internacional dos Direitos Humanos. No Brasil, a mobilização abrange o período de 20 de novembro, Dia da Consciência Negra, até o dia 10 de dezembro.





Reportagem: Gabriel Muniz | @51muniz
Fotos: Divulgação/ SDSH


